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Anemia Infecciosa Eqüina - a importância do seu controle
*Por Maria Rita Azevedo Fagundes |
A Anemia Infecciosa Eqüina (AIE) é uma afecção causada por um RNA vírus, muito semelhante ao da imunodeficiencia humana (HIV).
Este vírus ao entrar no organismo do animal sofre mutações, formando novas variantes, impossibilitando qualquer tratamento ou vacinação.
O cavalo é o principal elo na cadeia epidemiológica da doença.
A transmissão se dá pela picada de insetos hematófagos, a "mosca dos estábulos" (Stomocys calcitrans) e a "mosca do cavalo" (Tabanus sp), ou indiretamente por materiais cirúrgicos infectados, agulhas, aparadores de casco, arreios, esporas e outros materiais que estejam contaminados.
Pode, ainda, ocorrer a transmissão horizontal no ato da cobertura do garanhão para égua e vice e versa, e da égua para o potro através do colostro; e a transmissão vertical da égua para o feto (transplacentária).
Os principais sinais clínicos na fase aguda são febre alta, anemia, pequenas petéquias hemorrágicas em mucosas, apatia, depressão, e edema no peito e nos membros.
Na fase crônica o animal pode não apresentar evidências clínicas, mas continua como fonte de infecção, sendo a forma mais grave do ponto de vista preventivo.
O diagnóstico é realizado pelo "Teste de Coggins" que é uma prova de imunodifusão em agar gel, que permite a leitura do resultado em 72 horas e tem validade de 60 dias; em entidades controladas como sociedades hípicas e jockeys clubs e afins a validade é de 180 dias.
A legislação brasileira de saúde animal considera a AIE como de notificação obrigatória, devendo o médico veterinário comunicar aos órgãos de defesa animal qualquer eqüino positivo para esta enfermidade.
O animal infectado é o principal elemento na disseminação, e sua identificação no "Teste de Coggins" é o ponto de partida para qualquer ação preventiva.
Se caso positivo, o animal deva ser isolado e posteriormente sacrificado, a propriedade ficará interditada e todos os animais devem ser reexaminados pelo teste sorológico. No caso do proprietário não permitir o sacrifício, a propriedade ficará interditada por tempo indeterminado e o responsável estará sujeito a sanção referente aos infratores das normas de Defesa Sanitária Animal, estabelecido no Código Penal Brasileiro.
Os proprietários devem estar conscientes da importância da prevenção desta enfermidade, pois pode acarretar grandes perdas econômicas, além das perdas afetivas; portanto os mesmos devem exigir dos profissionais e dos locais que abrigam seus animais o exame regular de toda tropa, além do controle do trânsito de animais para o local.
Não se trata de um exame caro, e deve ser feito regularmente.
Consulte sempre um médico veterinário que poderá fornecer mais detalhes sobre doença e delineará medidas preventivas.
Vale lembrar, que a AIE não é uma zoonose, isto é, doença que pode passar dos animais para o homem.
* Maria Rita Azevedo Fagundes
CRMV/SP 15.605
e-mail: rita_vet25@yahoo.com.br
É médica veterinária, especializada em grandes
animais e atende diversos centros hípicos em São Paulo
e na Serra da Cantareira. |
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