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As Vantagens da Medicina Veterinária Preventiva
*Por Maria Rita Azevedo Fagundes |
O custo para se manter um animal é alto, isso todos nós
sabemos. Quando se trata de cavalos, há um custo fixo mensal,
que inclui estabulagem, alimentação, ferrageamento,
cama, tratadores, trabalho, sem contar alguma emergência quando
é necessária a presença de um veterinário.
Sem a pretensão de discutir a disponibilidade de gastos de
cada proprietário com seu animal, essa matéria tem
como objetivo demonstrar que a Medicina Veterinária Preventiva
inclui sim alguns gastos iniciais, como a compra de insumos e o
acompanhamento de um veterinário, mas que essa quantia é
irrisória, quando comparada ao custo de um tratamento (às
vezes cirúrgico) e ao risco de se perder o animal. Vale ainda
lembrar aquele velho ditado popular "melhor prevenir do que
remediar".
A seguir estão alguns exemplos de algumas medidas:
Vacinação: Tétano, Influenza
(Gripe), Encefalomielite, e Herpes são exemplos de vacinas
não obrigatórias, mas que têm grande importância,
uma vez que previnem doenças, que se não forem tratadas
podem chegar a ser fatais. O esquema de vacinação
depende do objetivo da criação, do local que vive
o animal e da disponibilidade de gastos; Esse esquema será
tratado em uma próxima matéria.
A vacinação anti-rábica é obrigatória
também nos eqüinos, devendo em algumas regiões
do Brasil, ser realizada semestralmente, nos meses de Maio e Novembro.
É uma doença fatal, que merece total atenção,
por ser transmissível aos humanos que mantiverem contato
físico com o animal afetado, o que chamamos zoonose.
Sempre
que um novo animal entrar na propriedade e iniciar contato com aqueles
já existentes, é imprescindível que seja apresentado
o atestado de vacinação prévia, assinado por
um Médico Veterinário, indicando validade e lote da
vacina. Não sendo apresentado o atestado, o proprietário
do novo animal deve ser notificado da necessidade da vacinação.
Para que seja garantido o sucesso da vacinação, são
necessários alguns cuidados, como a procedência da
vacina, a conservação, o exame físico do animal
e a aplicação realizada por um profissional qualificado.
Muitas vezes, pessoas com prática acham que podem fazê-lo
e até sabem aplicar uma injeção. Mas caso ocorra
uma reação adversa, será que sabem o que deve
ser feito?
Vermifugação:
também fazendo parte da Medicina Veterinária Preventiva,
a vermifugação tem como objetivo a prevenção
de parasitas responsáveis por danos causados aos animais,
tais como, perda de peso, má qualidade da pelagem (perda
do brilho natural), chegando até a uma cólica de ordem
grave.
O
esquema de vermifugação fica a critério da
propriedade, variando de acordo com o número e fluxo de animais.
A média de aplicação é a cada 90 dias,
sendo importante a troca do vermífugo, devendo se alterar
sempre o princípio ativo, de forma a evitar a resistência
do parasita a determinada droga.
Sempre
que um novo animal for inserido a um grupo já tratado, vale
o mesmo critério da vacina.
Ferrageamento:
deve ser realizado por profissional idôneo, de preferência
com referências, dadas as conseqüências de um ferrageamento
mal executado. A ferradura deve ser trocada em média a cada
30 a 40 dias.
Controle
de Anemia Infecciosa Eqüina (AIE): A AIE é
uma doença grave, de notificação obrigatória
ao Ministério da Agricultura, devendo o animal afetado ser
sacrificado e a propriedade fechada por até 6 meses. O exame
é válido por 2 meses, e deve ser realizado independentemente
da inscrição do animal em provas, mas sempre que um
novo animal for inserido na propriedade.
Alimentação:
é importante que seja de boa qualidade, bem armazenada, livre
de umidade e contato com insetos e redores. O volumoso (verde) também
deve ter a qualidade controlada, o feno deve ter coloração
verde e o capim deve ser composto de espécies indicadas para
eqüinos. O sal mineral é essencial . As conseqüências
da alimentação não adequada incluem diarréia,
cólica, sintomas nervosos, até a morte. A água
deve estar à disposição, limpa e fresca, além
do bebedouro ser limpo semanalmente.
Seguidas
essas medidas, muitos inconvenientes podem ser evitados, e o custo
inicial que parecia ser uma barreira, se mostra irrisório,
levando-se em conta os riscos e o custo de um animal doente.
* Maria Rita Azevedo Fagundes
CRMV/SP 15.605
e-mail: rita_vet25@yahoo.com.br
É médica veterinária, especializada em grandes
animais e atende diversos centros hípicos em São Paulo
e na Serra da Cantareira. |
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