PREPARAÇÃO DO CAVALO ATLETA – Parte I

O bom desempenho de um cavalo de esporte depende de três fatores:
GENÉTICA X TREINAMENTO X NUTRIÇÃO.
Os cavalos sofreram adaptações nesses milhares de anos, e o resultado disso foram diferentes raças, com diferentes aptidões. Cada raça tem sua conformação e habilidade, como exemplo, podemos citar o Quarto de Milha, que é um cavalo de “explosão”, tem suas fibras musculares voltadas a altas velocidades e curtas distâncias. Enquanto o Anglo Árabe é um cavalo de grande resistência.
O treinamento deve ser específico para cada modalidade e alguns cuidados devem ser tomados para que se tire o melhor desempenho do animal e alcance maior longevidade no esporte. O animal deve ser iniciado após os 30 meses de idade, quando suas estruturas estivem consolidadas. Deve-se começar com 20 a 30 minutos diários, 3 vezes por semana e aumentar a intensidade conforme a adaptação do animal.
O tempo que suas diferentes estruturas demoras para se adaptar deve também ser levado em consideração, já que pulmão e coração se adaptam, mais ou menos, em 6 meses, enquanto articulações e tendões, que recebem o impacto do exercício, demoram até 1 ano para se adaptarem. Por isso não é incomum encontrarmos um cavalo com freqüências cardíaca e respiratória bem ajustadas com o exercício, mas com algum tipo de lesão nos membros, por suas estruturas ainda não estarem aptas.
A dieta do atleta deve suprir suas exigências, sem excessos ou carências. Deve-se lembrar que a alimentação é individual, e o que é bom para o cavalo do vizinho não necessariamente é bom para o seu.
Na matéria “Nutrição do Cavalo” já falamos rapidamente sobre como oferecer o alimento. Agora falaremos sobre a “Qualidade” do alimento, além das possíveis suplementações que podem ser oferecidas.
Basicamente, podemos dividir os alimentos assim: ENERGIA, MINERAIS e PROTEÍNAS.
ENERGIA: é a parte mais importante da alimentação, pois é a base para uma boa performance. A necessidade energética para um cavalo de trabalho intenso tende a dobrar, em relação a um cavalo em repouso.
A qualidade dessa energia também deve ser levada em consideração, pois não podemos exceder na quantidade do concentrado (ração ou grãos), para que não ocorram problemas como laminite (aguamento) ou diarréia.
PROTEÍNA: ao contrário do que se pensa, não se deve ultrapassar os 12% de Proteína Líquida na dieta total diária de um cavalo de esporte. Quando se trata de animais em reprodução, sim, essa quantidade pode ser aumentada. Mais uma vez a qualidade da proteína deve ser levada em conta, para que haja bom aproveitamento dela.
O excesso de proteína pode causar problemas no fígado, rins, cólica...
MINERAIS: Cloro, Sódio, Potássio, Cálcio e Magnésio devem ser oferecidos ao animal, e são encontrados nos Sais Minerais de boa qualidade.
Sabemos que mesmo oferecendo volumoso e concentrado de boa qualidade ao animal, muitos proprietários ainda têm dúvida sobre a SUPLEMENTAÇÃO. Na Parte II da Matéria, iremos tratar desse assunto de uma forma mais simples, sem citar nomes de empresas ou produtos, ou fornecendo o protocolo de uso, já que a intenção aqui não é fazer propaganda. Apenas tentaremos explicar como age cada um deles.
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